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As narrativas que criamos

As narrativas que criamos

As narrativas que criamos na nossa mente tem muito em comum com o que queremos que aconteça na nossa vida real. Mas existe um grande problema nisso, e é sobre esse problema que quero conversar um pouco com você hoje. Hoje, e nos próximos dias, meses e anos. É tão comum, e causa tanto mal quanto causaria se, talvez, acontecesse de verdade.

Pois bem. Em um episódio no livro de Ester (exatamente), Hamã, um dos mais achegados ao rei Assuero, interpreta um pedido do rei de forma extremamente equivocada. Ele achou que o assunto era ele e, de acordo com a sua vontade, deu a sua opinião sobre a recompensa que seria dada a alguém. Mas, no fim, o alguém que foi recompensado foi Mordecai, aquele que Hamã queria matar, e pasmem: tinha acabado de construir uma forca pra ele com 20 metros de altura.

Você pode ler todo esse episódio no capítulo 6.

Dei um resumo de toda a história bem rápido, viu? Porque o que existe de altos e baixos em todos os 10 capítulos não está escrito. É muito bom, muito engraçado, cômico e desesperador. Não tenho muitas palavras pra descrever o quanto esse livro, mesmo curto, ensina tanto!

E então, voltemos ao nosso assunto. As narrativas que criamos.

Hamã, por assunção, pensou que quem o rei queria recompensar era ele. Não passou pela sua cabeça que poderia ser qualquer um outro que trabalhava ali no palácio. Ele caiu do cavalo quando descobriu que era o seu “inimigo” e ainda teve que declará-lo como amigo do rei para todo o reino, em praça pública. Imagina o resultado do emocional desse rapaz ao fim de todo esse episódio, voltando para casa, depois de ter tido todo o seu ego e orgulho colocado para baixo por causa de um homem que queria matar horas antes.

As nossas ficções do dia a dia

Agora, observe como a vida se chama vida mesmo, cheia de altos, baixos, surpresas e uma teimosia que só ela consegue ter. No mesmo dia, até mesmo dias depois, e não só depois como antes também, percebi o quanto criei diversas narrativas na minha cabeça. Não só pra me distrair de momentos ruins, como com esperança de acontecer de verdade.

O Espírito Santo falava: para disso, vai acabar dando problema e você sabe. Não para os outros, mas para você. Você estudou sobre isso e sabe como é perigoso.

E eu: Eu sei! Mas eu não consigo! Me ajuda a parar com isso, por favor. Eu sei que tenho que viver, que nenhuma dessas possibilidades faz sentido! Mas, como posso parar com isso?

E então, Ele: fica com a Gente e deixa que resolvemos no devido tempo.

Foi o que aconteceu.

Eu não vou te dizer que estou em paz não. Eu estou, mas nem tanto, porque não foi como eu imaginava (e quem disse que seria)? Também não foi o que eu “queria”, muito menos achei que sairia ilesa (nem sempre o que queremos vai acontecer, da mesma forma que viver em uma fantasia traz algumas coisas tristes pra, agora, a gente se recuperar lentamente, porque o que valia estava no lugar errado).

Você consegue entender o que quero te dizer aqui?

Os fatos sem fato algum

Hamã criou uma narrativa sem nenhum dado concreto em sua cabeça, e saiu muito ferido de toda a situação. O mesmo aconteceu comigo, mesmo lutando muito pra que essa narrativa doida não “tomasse” conta de parte de mim. As narrativas que criamos, ainda mais na vida real, podem trazer tanto mal que, depois de um tempo, não saberíamos mais quem somos e nem quem queremos ser. E ficar pensando em algo que nunca aconteceu?

O que seria de uma vida assim?

Não seria. Ela se perderia em meio a frustrações.

Por isso o meu texto e meu alerta pra você hoje. Por mais incrível que pareça, podemos lutar com tudo isso e passar a construir ativamente uma vida pra viver de verdade, e não construí-la na cabeça e deixar o tempo passar.

Se isso pode machucar? Ser difícil? Com toda a certeza! Prezado(a) (rindo de nervoso), a vida não é fácil, e muito menos as situações. Mas, dependendo de como estamos (há diversos fatores nisso), podemos correr e tentar tomar parte do controle da situação, principalmente se estiver ao nosso alcance.

Não crie narrativas que nunca aconteceram, não viva num passado ou num futuro que nunca existiu. É perigoso, é danoso, é triste. Viva de verdade, naquilo que estiver ao seu alcance. Use fatos de verdade para construir algo, não crie fantasias “impossíveis”. Tudo vai acontecer no momento certo, e as narrativas que criamos não têm quase nada a ver com isso.

Beijo beijo, te vejo depois! E se cuide!

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